Nome: Flávia
Idade: 23
Eu por mim mesma: Face aberta, coração ocupado, felicidade no olhar.
Aqui: ...pensamentos de uma mulher amada...
Amo: Jesus, a Vida, o Ri...
Odeio: Falsidade, hipocrisia e mediocridade.
Frase: Essencial mesmo é o amor, é impossível ser feliz sozinho.


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""Parece cocaína mas é só tristeza, talvez tua cidade. Muitos temores nascem do cansaço e da solidão e o descompasso e o desperdício herdeiros são agora da virtude que perdemos.
Há tempos tive um sonho não me lembro não me lembro.

Tua tristeza é tão exata e hoje o dia é tão bonito, já estamos acostumados a não termos mais nem isso.
Os sonhos vêm e os sonhos vão o resto é imperfeito.
Disseste que se tua voz tivesse força igual à imensa dor que sentes teu grito acordaria não só a tua casa mas a vizinhança inteira.
E há tempos nem os santos têm ao certo a medida da maldade há tempos são os jovens que adoecem há tempos o encanto está ausente e há ferrugem nos sorrisos e só o acaso estende os braços a quem procura abrigo e proteção.
Meu amor, disciplina é liberdade, compaixão é fortaleza, ter bondade é ter coragem 

E ela disse:
- Lá em casa tem um poço mas a água é muito limpa.""

Se doesse neles como nos dói, se chegasse a eles os gritos que não saem dos ouvidos..., mas quem se importa? a quem é que a verdade provoca? a quem é q ela se faz presente? de tão esquecida e tão empoeirada já saiu até de estação...

...se ao menos pudessemos tocar o coração do rei com a fome que amortece...com a mão calejada pelas pedras quebradas, pela cana ferida... ... o rei se vai, vão-se os anéis...

São tantas perguntas sem resposta, são tantos por quês que não se podem ver respondidos... se a injustiça deu as mãos ao acaso e a fatalidade...estamos então todos fadados ao mesmo fim absorto... ainda q gritante, ainda q fétido... eles são os ratos podres do governo da vida sem opção... e jogados como peças imperfeitas, enferrujadas...estamos todos na velha estante de fazer passado...de desfazer histórias...de queimar álbuns de fotos de família...

Ainda que de cera se desfizessem os meus olhos, os das crianças nos morros, os dos visitantes da vida... somos apenas números... e na imensidão desse tão alto relevo...o que acrescentamos, senão gemidos de inglórias, de lamúrias... é só um povo de milhões que grita pela vida... é só um vestidinho vermelho em um carrinho de mão(quem lê entenda)...

...e se eu me for como as cinzas ao vento, que fique não o que eu disse, mas o q eu representei...se é que ainda se representa nesse palco imenso de cortinas rasgadas...



- Postado por: Flávia às 16h42
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